• Emagrecer é dureza

    Posted on maio 20th, 2009 equipenb 2 comments

    Editora Abril

    Editora Abril

     

    Como a grande maioria de nós já sabe, só prefere não acreditar, para emagrecer é preciso fechar a boca e absorver menos energia do que se consome. Fácil assim de entender, como uma continha de subtração, mas difícil demais de colocar em prática. Pelo menos é o que diz os resultados do maior estudo científico já feito sobre o tema. Aliás, esse material serviu de base para o pessoal da SuperInteressante – revista da editora Abril – fazer a matéria de capa de maio. Nela, além de mostrar que as dietas milagrosas são uma furada, a jornalista Cláudia Carmello, conta que, se você quer perder peso, não importa o que você come, mas quantas calorias absorve durante o dia. Também não há nenhum respaldo científico o hábito de fracionar mais as refeições, pelo contrário, tem especialista que acredita que isso pode até fazer as pessoas comerem mais que o necessário.

    A boa notícia, como a gente também já está careca de saber, é: as atividades físicas aumentam o consumo calórico do corpo. Além disso, a musculação ajuda a manter esse consumo mais elevado, mesmo quando você não está se exercitando. Sabe por quê? Os músculos são consumidores vorazes de calorias. 1kg desse tecido queima 80 calorias diariamente, enquanto 1kg de gordura liquida apenas 5 calorias por dia.

    Por essas e outras informações que vale a pena ler a matéria na integra e liquidar de vez com mitos que insistimos em manter vivos.

    No mais, nada como correr, gasta energia que é uma beleza.

    ;)

     

    SXC.HU

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  • Lesões no joelho :(

    Posted on maio 6th, 2009 equipenb 5 comments

    Além do trato ílio-tibial, quais as outras lesões mais comuns que o atleta de corrida tem no joelho?

    Ju Marinho, internauta  

    Oi Ju, o David Homsi, fisioterapeuta, diz que o joelho, como você deve imaginar, é a articulação ou estrutura do atleta de corrida que mais sofre com as lesões. As mais comuns são: a tendinite patelar (runner knee), que é uma inflamação no tendão patelar; a condromalácea patelar, que é um desgaste na cartilagem do fêmur, tíbia e/ou patela que evolui progressivamente; e, por fim, a tendinite na pata de ganso, que é uma inflamação da inserção dos tendões dos músculos sartório, grácil e semitendinoso na região medial do terço proximal da tíbia.

     

    Respondido? Abraços e valeu por compartilhar sua dúvida com a gente. Até!

  • A passada ideal

    Posted on abril 20th, 2009 equipenb 4 comments

    SXC.HU

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    Alguma vez você já pensou sobre sua passada? Ela é muito importante para a performance e, se for correta, ajuda a evitar lesões. De acordo com o especialista do esporte, Henrique Camargo Martins, a passada está divida em quatro partes.

    - Movimento posterior: que é definida pelo inicio da elevação do joelho. Nessa fase, o trabalho é feito principalmente pelos músculos de toda a coxa.

    - Movimento central: é o que mais influencia da amplitude da passada. E neste momento, o músculo iliopsoas, responsável por flexionar a coxa, é quem comanda a ação.

    - Suporte e apoio central: a musculatura da coxa volta a agir e a atuação dos pés é fundamental para manter o equilíbrio.

    - Suporte posterior ou fase do impulso: marca a direção do deslocamento para a frente. Aqui trabalham as panturrilhas e a planta dos pés.

     

    Apoio e impulso

    Mas é no momento de colocar o pé na estrada, o que é correto? Segundo o especialista, o apoio é feito na parte externa e traseira do pé e o impulso se dá com a região interna e frontal. Todas as fases da passada são importantes e dependem uma da outra. Por exemplo, se você der um mau impulso, a causa pode estar em uma das quatro partes do movimento.

     

    Dica

    Nunca tire conclusões precipitadas de sua passada. È preciso estar atento a todos os movimentos e trabalhar para fortalecer a musculatura por completo. Procure um professor de educação física e peça um programa de musculação específico para a corrida. Você verá como seu desempenho aumentará!

     

     

     

     

     

  • A polêmica do alongamento

    Posted on abril 17th, 2009 equipenb 3 comments

    Foto-montagem: Nathalia Larsen

    Foto-montagem: Nathalia Larsen

    Alguém provavelmente já disse a você que é muito importante fazer os alongamentos estáticos antes dos treinos, não? E se eu te disser que têm profissionais da saúde que defendem a tese de que esses alongamentos são ineficazes e ainda podem atrapalhar o seu desempenho, você acreditaria? Pois é, esse é um dos maiores dilemas dos corredores hoje. Leia a matéria abaixo…

     

    Recentemente, Ercole Rubini, fisioterapeuta e professor de educação física e coordenador do laboratório de fisiologia do exercício na Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, apresentou, em congresso americano sobre esportes e medicina, resultados de estudos que comprovam que o alongamento muscular feito antes das atividades pode diminuir o desempenho do atleta em até 12%.

    Michelle Waitman, fisioterapeuta especializada em postura e chefe do serviço de fisioterapia do Projeto Afrodite do departamento de ginecologia endócrina e climatério da Unifesp-EPM (Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina), concorda com o professor da Estácio de Sá e acredita que as atividades de alongamentos estáticos antes dos exercícios só são recomendadas por profissionais que ainda não se atualizaram ou que não compartilham da mesma opinião: “O alongamento deve ser realizado rotineiramente. Permite a manutenção e até ganho de uma boa amplitude das articulações, além de manter músculos, tendões e fáscias com boa flexibilidade. E não é que os exercícios do tipo estático sejam prejudicais ao corpo, apenas que não promovem benefícios quando realizados antes da atividade física”.

     

    Lesões e discordâncias

    Em artigo científico publicado na Sports Medicine, Rubini escreveu que o alongamento estático não é capaz de prevenir as lesões musculares. “Essa recomendação jamais teve um respaldo científico. Pelo contrário, Alguns estudos até chegam a verificar que os nociceptores, que são responsáveis por enviar sinais de estímulos dolorosos ou lesivos ao sistema nervoso central, ficam menos responsivos a esses estímulos após os alongamentos”, explica o fisioterapeuta carioca.

    Mas a falta de mais pesquisas sobre o assunto faz com que ainda hoje haja muitos desencontros no que é recomendado por especialistas aos atletas e esportistas.

    Marcelo Gomes Barroso Abrantes, 28 anos, professor de educação física e lutador de muay thai e boxe, campeão brasileiro de boxe chinês e bi-campeão estadual de boxe olímpico, por exemplo, diz que os alongamentos, mesmo estáticos, fazem parte da sua rotina diária de treinos: “Realizo, em média, 15 minutos de alongamentos antes de me aquecer e 25 minutos após treinar”, afirma o atleta que sabe que terá uma perda energética, mas que acredita estar mais prevenido contra as lesões.

    Turíbio Leite Barros Neto, médico fisiologista e coordenador do Cemafe (Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte), órgão ligado à Reitoria da Universidade Federal de São Paulo, colocou mais lenha nessa discussão ao afirmar em uma de suas palestras que o correto é mesmo alongar os músculos antes dos treinos: “Depois dos exercícios, eles ficam enfraquecidos e podem apresentar pequenas lesões”.

     

    Fazer ou não

    Enquanto a divergência de quando e qual alongamento é o mais aconselhado continuam, a certeza de que esses exercícios são vitais para minimizar os impactos sofridos pelo corpo durante as atividades físicas e para a manutenção da boa flexibilidade corporal é sustentada por todos os profissionais da área da saúde esportiva. Assim, antes de tomar qualquer decisão, converse com seu orientador físico ou fisioterapeuta e busque, com ele, o treinamento mais adequado a você e às suas expectativas. “Muitos conceitos ainda podem ser modificados na educação física, mas sem dúvida, o maior risco dos exercícios é não começar. Nada é mais perigoso do que o sedentarismo”, conclui Ercole Rubini.